Trump diz que regime de Cuba “não conseguirá sobreviver” enquanto intensifica pressão econômica e diplomática
Após ação contra Maduro e cortes de apoio externo, presidente dos EUA reforça discurso de colapso do governo cubano

O presidente Donald Trump voltou a intensificar a pressão sobre Cuba, afirmando que o regime “não conseguirá sobreviver” diante da crescente crise econômica e da retirada de apoio de seus aliados, especialmente após ações recentes dos Estados Unidos na região. Trump também anunciou medidas mais duras, incluindo tarifas e sanções, direcionadas a pressionar a ilha e seus apoiadores internacionais.
Em uma série de declarações públicas, Trump afirmou que o governo cubano enfrenta um colapso iminente, citando a interrupção do fornecimento de petróleo e recursos financeiros provenientes da Venezuela — que historicamente tem sido um dos principais aliados econômicos de Cuba. “Cuba será um país que não vai sobreviver”, afirmou o presidente, sublinhando a vulnerabilidade da economia cubana sem esse apoio externo.
Medidas econômicas com impacto direto sobre Cuba
Na semana passada, Trump assinou uma ordem executiva que impõe tarifas a qualquer país que forneça petróleo à Cuba, numa tentativa de aprofundar o isolamento econômico da ilha caribenha e forçar mudanças políticas no governo de Havana. A medida tem como alvo principalmente países que ainda mantêm relações comerciais com Cuba, numa escalada das tensões entre Washington e parceiros regionais.
As novas tarifas e sanções ocorreram num contexto em que o governo cubano já enfrenta escassez de energia, apagões frequentes e dificuldades financeiras graves, em parte devido à redução de envios de petróleo pela Venezuela após ações dos EUA naquela nação.
Reações de aliados e da comunidade internacional
A administração Trump também pressionou aliados diplomáticos para que reduzam seu apoio econômico e energético a Cuba, resultado de uma estratégia mais ampla dos Estados Unidos de isolar governos com orientação socialista na América Latina. Em meio à crise, alguns países como o México têm reconsiderado seus envios de petróleo à ilha, pressionados tanto por interesses internos quanto por possíveis retaliações econômicas de Washington.
Cuba, por sua vez, tem reagido duramente às políticas estadunidenses. Autoridades cubanas qualificaram as ações de Trump como agressão e chantagem, afirmando que os esforços para cortar o fornecimento de energia aprofundam o sofrimento da população e violam normas do comércio internacional.
Contexto geopolítico mais amplo
Analistas internacionais ressaltam que as declarações de Trump e as medidas econômicas contra Cuba fazem parte de uma estratégia mais ampla das autoridades estadunidenses desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico de Havana. A perda desse apoio externo intensificou as dificuldades econômicas da ilha e deu mais força às críticas internas contra o regime.
Enquanto a administração Trump segue pressionando diplomaticamente Cuba e seus parceiros, especialistas alertam que a situação econômica e social na ilha pode se deteriorar ainda mais, com impactos diretos no cotidiano da população e possíveis desdobramentos políticos nos próximos meses.
