Parlamentar do PL será relator de proposta que amplia Lei Antiterrorismo para incluir facções criminosas e milícias — discurso agressivo marca o posicionamento

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi nomeado relator do projeto de lei que pretende enquadrar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), além de milícias, como organizações terroristas.

A proposta, de autoria do deputado Danilo Forte (União-CE), objetiva alterar a Lei Antiterrorismo para ampliar motivações, especificar infraestruturas críticas, estender aplicação da norma para milícias privadas e estabelecer penalidades mais severas para crimes cometidos com uso de meios cibernéticos.

Nikolas já antecipou posicionamento firme ao declarar em redes sociais: “Vamos ver quem é a favor da bandidagem”.


Implicações e críticas previstas

A proposta acende debates intensos entre segurança pública, liberdades civis e soberania jurídica. Alguns dos pontos de tensão:

  • Há risco de uso político da classificação de “terrorismo” contra adversários ou movimentos sociais.
  • A ampliação da lei pode gerar insegurança jurídica: muitos grupos criminosos atuam de forma híbrida, não exclusivamente por terror.
  • Especialistas em segurança alertam que definir facções como terroristas pode permitir ações mais duras, operações extrajudiciais ou até participação estrangeira sob pretexto de combate ao terrorismo.
  • Por outro lado, defensores da medida sustentam que PCC, CV e milícias já operam de modo que usurpam funções do Estado, violam direitos básicos e empregam violência como instrumento de poder paralelo.

Fonte: VEJA / Congresso em Foco / Metrópoles

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