Promotores apontam desvio milionário, denunciam ex-assessores e mantêm apuração sobre eventual participação do ex-vereador.

O Ministério Público do Rio de Janeiro ampliou as investigações sobre um suposto esquema de rachadinha no antigo gabinete de Carlos Bolsonaro. A apuração aponta um prejuízo estimado em R$ 1,9 milhão aos cofres públicos e mantém aberta a investigação sobre a eventual participação do ex-vereador no caso.

Segundo o MP, sete ex-servidores já respondem pelos crimes de organização criminosa e peculato. Além da ação penal, os promotores ingressaram com uma ação de improbidade administrativa para buscar o ressarcimento de R$ 1,9 milhão aos cofres públicos.

As investigações indicam que o suposto esquema teria funcionado por mais de 15 anos. De acordo com o Ministério Público, uma ex-assessora recebia valores de outros servidores e os repassava ao então chefe de gabinete. Os investigadores identificaram 304 transferências bancárias, que somam mais de R$ 800 mil, além de casos em que assessores teriam devolvido parte significativa dos salários recebidos pela Câmara Municipal.

Embora Carlos Bolsonaro não tenha sido denunciado até o momento, a Procuradoria considerou prematuro o arquivamento da investigação em relação ao ex-vereador e determinou a realização de novas diligências para esclarecer sua eventual participação no esquema.

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