Partidos pedem identificação dos responsáveis, fim da monetização dos perfis e investigação sobre eventual financiamento da operação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a analisar representações que apontam a atuação de uma rede de perfis anônimos que utilizam inteligência artificial para produzir conteúdos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras autoridades. Os partidos autores das ações pedem a identificação dos responsáveis, a quebra de sigilos, a interrupção da monetização das contas e a preservação de provas sobre quem financiou a estrutura.

Segundo as representações, dezenas de perfis com grande alcance nas redes sociais divulgam conteúdos produzidos com IA sem identificação clara de sua origem. Os partidos sustentam que o material faz parte de uma estratégia coordenada de desinformação e solicitam que o TSE determine a remoção das publicações e identifique os responsáveis pela criação e pelo financiamento da operação.

As ações também mencionam que conteúdos produzidos por esses perfis foram compartilhados por lideranças políticas, entre elas Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, não há decisão judicial que conclua que o senador tenha participado da criação, coordenação ou financiamento da rede investigada.

Pela legislação eleitoral, o uso de estruturas coordenadas para disseminar desinformação pode resultar em sanções eleitorais e, conforme as circunstâncias apuradas, também pode dar origem a investigações sobre abuso de poder econômico e outros ilícitos. A apuração segue em andamento no TSE, que deverá analisar os pedidos de quebra de sigilo e identificação dos responsáveis pelos perfis.

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