Empresários de São Paulo e mercado financeiro aceitam Flávio Bolsonaro e defendem manutenção de Tarcísio em SP, aponta coluna
Setores empresariais e parte do mercado financeiro avaliam que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro é real e articulam apoio pragmático, e ao mesmo tempo consideram essencial manter Tarcísio de Freitas na cena política paulista

Empresários de São Paulo e integrantes do setor financeiro da Faria Lima passaram a enxergar a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma alternativa política viável e consolidada, de acordo com uma análise da colunista Beatriz Manfredini publicada pela Jovem Pan. Na visão desses agentes, apesar de não ser inicialmente a preferência natural, a estratégia política do senador tem se mostrado consistente e “para valer”, levando segmentos influentes do mercado a ajustar suas expectativas e considerar a necessidade de, pragmaticamente, “jogar com Flávio”.
De acordo com a coluna, encontros recentes entre Flávio Bolsonaro e representantes empresariais contribuíram para essa mudança de percepção. Esses grupos, que historicamente recorreram a figuras consideradas mais centristas ou moderadas, passaram a observar o senador com maior seriedade, especialmente diante de incertezas sobre outros nomes da direita no cenário nacional.
Mercado e estratégia eleitoral
Segundo relatos reunidos pela colunista, embora muitos empresários e investidores ainda vejam Tarcísio de Freitas (Republicanos) — governador de São Paulo — como um nome mais palatável e competitivo, a avaliação prática é de que o jogo eleitoral nacional exige adaptação. Parte do setor entende que retirar Tarcísio do cenário paulista poderia enfraquecer o desempenho da direita no maior colégio eleitoral do país, abrindo espaço para uma chapa adversária mais forte.
Alguns desses interlocutores afirmam que manter Tarcísio ativo na política de São Paulo, enquanto se articula apoio ao projeto de Flávio Bolsonaro no plano federal, pode oferecer uma dupla cobertura estratégica: um nome competitivo localmente e outro nacionalmente, o que preservaria interesses do mercado frente às possíveis forças políticas rivais em 2026.
Percepção de Flávio e conflitos internos
A colunista destaca que a mudança de postura não significa alinhamento entusiasmado com Flávio Bolsonaro, mas sim um realismo pragmático diante de sua consistência como candidato. Fontes ouvidas afirmam que, apesar de ainda existir resistência em alguns segmentos — especialmente entre empresários mais cautelosos — há uma convicção crescente de que a campanha terá de lidar com o senador de forma concreta.
O debate também reflete as tensões internas no campo conservador, com diferentes grupos ponderando alianças e estratégias à medida que a corrida presidencial se aproxima. Em paralelo, a articulação em São Paulo em torno de Tarcísio de Freitas mostra que há atores políticos que acreditam na relevância de manter um forte nome regional, inclusive para contrabalançar movimentos adversários, especialmente no maior eleitorado do país.
A análise de Manfredini indica que o entendimento do mercado financeiro sobre o ambiente eleitoral está em evolução, refletindo a complexidade das negociações e a necessidade de adaptação frente aos cenários que vêm se consolidando para as eleições de 2026 — tanto no plano federal quanto estadual.
