PT e PDT mantêm negociações para frente ampla no Rio Grande do Sul com foco em chapa ao governo e Senado
Partidos de centro-esquerda discutem composição de chapa ao governo e ao Senado em articulação contra a direita na disputa estadual de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT) seguem em negociações para a formação de uma frente ampla no estado do Rio Grande do Sul, com o objetivo de disputar com unidade as eleições estaduais de 2026, segundo veículos que acompanham a política gaúcha. As conversas envolvem líderes nacionais e estaduais das duas siglas e devem se aprofundar nas próximas semanas.
No centro das tratativas está o projeto de composição de uma chapa competitiva ao governo do Rio Grande do Sul, com o nome da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) como candidata ao Piratini na proposta construída pelos dirigentes. Para a vaga ao Senado Federal, a ideia em discussão inclui a formação de chapa que reuniria Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL), integrando diferentes forças do campo progressista e ampliando a representação regional da esquerda.
Diretrizes e tensões internas
No entanto, o processo de articulação ainda enfrenta desafios internos. O PT já lançou a pré-candidatura de Edegar Pretto, diretor-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com respaldo da direção estadual da legenda, o que significa que há correntes dentro da sigla que defendem a manutenção dessa candidatura ao governo gaúcho. Dirigentes do PT e do PDT avaliam como equilibrar as direções dos dois partidos para consolidar uma frente eleitoral mais ampla.
Dentro do PDT, embora o nome de Juliana Brizola tenha sido colocado em destaque pelo presidente nacional Carlos Lupi, existem vozes na base que historicamente integraram outras frentes políticas no estado e que podem ter posições distintas sobre a aliança. O debate interno ocorre em meio a um cenário político em que a esquerda busca responder às estratégias eleitorais adversárias em um dos estados onde a direita tradicional apresenta forte presença nas urnas.
Próximos passos
Dirigentes do PT e do PDT no Rio Grande do Sul devem se reunir formalmente na semana seguinte à definição das diretrizes nacionais de cada partido. O encontro será decisivo para alinhar posições sobre nomes e formatos de alianças, com vistas também à articulação com outras legendas progressistas e à consolidação de um bloco mais amplo capaz de disputar competitivamente com forças de centro e direita no estado.
As tratativas ocorrem em paralelo a movimentações nacionais que influenciam os palanques estaduais, uma vez que a eleição presidencial de 2026 pode impactar diretamente as estratégias regionais. A necessidade de união das siglas e de construção de chapas competitivas no Rio Grande do Sul reflete a complexidade do cenário político brasileiro a menos de um ano das eleições.
