Trump avalia bloqueio total ao petróleo enviado a Cuba e aprofunda cerco imperialista
Ex-presidente dos EUA estuda endurecer sanções e impedir fornecimento de combustível à ilha, ampliando crise energética e reforçando política de asfixia econômica contra o povo cubano

O Donald Trump avalia impor um bloqueio total ao petróleo enviado a Cuba, aprofundando a política de sanções e isolamento econômico contra a ilha caribenha. A medida, segundo informações divulgadas, faria parte de uma estratégia de endurecimento máximo contra o governo cubano, com impactos diretos sobre o abastecimento de energia, o transporte público e serviços essenciais.
A iniciativa representa mais um capítulo da histórica política de hostilidade dos Estados Unidos contra Cuba, intensificada durante o governo Trump e mantida, em grande parte, nos anos seguintes. O eventual bloqueio ao petróleo ampliaria o cerco econômico ao atingir um setor vital para o funcionamento do país, agravando dificuldades já provocadas pelas sanções financeiras e comerciais.
De acordo com analistas internacionais, impedir o envio de combustível à ilha equivale a uma forma de punição coletiva, com efeitos diretos sobre a população civil. Hospitais, escolas, sistemas de água, produção de alimentos e transporte seriam diretamente afetados. A medida, caso implementada, aprofundaria a crise energética que Cuba enfrenta em meio a restrições externas e dificuldades de acesso a mercados internacionais.
O endurecimento das sanções também tem forte conteúdo político. Trump busca manter o apoio de setores conservadores e da extrema direita cubano-americana na Flórida, tradicionalmente favoráveis à política de bloqueio. Para esses grupos, a asfixia econômica é utilizada como instrumento de pressão política, independentemente de seus efeitos humanitários.
Organismos internacionais e governos de diversos países já classificaram o bloqueio econômico imposto a Cuba como ilegal e contrário ao direito internacional. Na Assembleia Geral da ONU, o cerco norte-americano à ilha é reiteradamente condenado por ampla maioria dos países, que veem na política dos EUA uma violação da soberania cubana e dos direitos humanos da população.
Do ponto de vista geopolítico, a medida também pode acelerar a aproximação de Cuba com outros parceiros internacionais, como países da América Latina, da Ásia e integrantes do bloco dos BRICS, em busca de alternativas energéticas e comerciais fora da órbita norte-americana. Especialistas apontam que o bloqueio não isola Cuba, mas evidencia o isolamento político dos próprios EUA em relação ao tema.
Setores progressistas avaliam que a política de Trump reafirma a lógica imperialista de Washington, que utiliza sanções econômicas como arma de coerção contra países que não se submetem aos seus interesses estratégicos. Para esses analistas, o bloqueio ao petróleo não tem como objetivo a defesa da democracia, mas sim a submissão política por meio do sofrimento econômico.
Enquanto a proposta é avaliada, Cuba segue denunciando o impacto das sanções e defendendo o direito ao desenvolvimento, à autodeterminação e ao acesso a recursos essenciais. O eventual bloqueio total ao petróleo tende a elevar a tensão regional e reacender o debate internacional sobre o uso de sanções como instrumento de guerra econômica.
