Toffoli sinaliza que seguirá à frente do inquérito do Caso Master no STF
Ministro do STF afirma não haver motivos jurídicos para se declarar impedido ou suspeito e diz que sair da relatoria poderia anular decisões já tomadas no processo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), comunicou a interlocutores que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o chamado Caso Master, envolvendo o banco cuja crise financeira alcançou investidores e organismos reguladores. A definição de Toffoli ocorre em meio a pressões internas na Corte e questionamentos sobre sua condução do processo, mas ele sustenta que não vê justificativa jurídica para se declarar impedido ou suspeito.
Segundo relatos publicados à imprensa, o ministro argumenta que uma eventual saída do caso no STF poderia acarretar a anulação de todas as decisões já tomadas até o momento, desfazendo o trabalho de investigação e reinstaurando o processo desde o início — com nova relatoria sorteada entre os ministros. Essa possibilidade é vista por Toffoli como um risco processual que deve ser evitado para garantir a continuidade da apuração.
A atuação de Toffoli no Caso Master tem sido alvo de críticas de diversos setores, incluindo parlamentares, operadores do direito e integrantes da Polícia Federal (PF), que questionam decisões relativas à guarda de provas, ao cronograma de diligências e à condução de perícias dos materiais apreendidos. Ainda assim, ele reforça a interlocutores que não há impedimentos legais que justifiquem sua substituição no andamento do processo.
O inquérito, que tramita sob sigilo no gabinete do ministro, foi recentemente prorrogado por mais 60 dias a pedido da PF, ampliando o prazo para a conclusão das investigações. A corporação ainda deve colher depoimentos de investigados e concluir análises periciais dos equipamentos apreendidos em fases recentes da operação.
Críticos da continuidade de Toffoli no caso afirmam que a manutenção da relatoria poderia aprofundar divergências internas no STF e ampliar o desgaste institucional, argumentando pela redistribuição da investigação a outro ministro. Enquanto isso, Toffoli afirma que sua permanência na relatoria busca minimizar questionamentos futuros sobre nulidades processuais e assegurar a segurança jurídica das medidas implementadas até aqui.
