Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha
Ministro do STF concede aval para que o governador de São Paulo visite o ex-presidente detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em decisão que atende pedido da defesa em meio à pandemia de pedidos judiciais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (20) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda — na unidade popularmente conhecida como Papudinha — desde meados de janeiro.
A decisão atende a um pedido apresentado pelos advogados de defesa de Bolsonaro, que passaram a solicitar formalmente ao ministro a liberação para encontros de aliados políticos nas dependências da unidade prisional, onde o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo o documento judicial, Tarcísio de Freitas poderá visitar Bolsonaro na quinta-feira (22), das 8h às 10h, no local onde ele está detido sob custódia judicial. Além da visita do governador paulista, outras autorizações foram concedidas para encontros de aliados em datas diferentes, incluindo um assessor e um dirigente partidário, sempre observadas restrições impostas pelo STF para a segurança da custódia.
O aval de Moraes à visita de Tarcísio ocorre em um contexto político marcado por fortes articulações sobre a sucessão presidencial de 2026, com aliados do ex-chefe do Executivo buscando manter diálogos e apoio entre os nomes do espectro político conservador.
A autorização judicial também reflete a necessidade de equilibrar o direito de visita com as normas de custódia impostas ao ex-presidente, cuja detenção e regime de cumprimento da pena já foram alvo de diversas decisões judiciais recentes, incluindo pedidos de prisão domiciliar e avaliações médicas pela Polícia Federal a pedido da defesa.
Bolsonaro já havia sido transferido para a Papudinha no início de janeiro, por ordem de Moraes, depois de quase dois meses detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, diante de reclamações de sua defesa sobre as condições do local anterior.
