Corte italiana adia decisão sobre extradição de Zambelli
Audiência foi remarcada para 18 de dezembro após defesa apresentar novos documentos; caso continua sem definição e gera desgaste diplomático

A Corte de Apelação da Itália decidiu adiar a deliberação sobre o pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A definição estava programada para esta semana, mas a nova data foi fixada para 18 de dezembro de 2025, depois que a defesa da parlamentar apresentou documentos e argumentos que, segundo o tribunal, merecem nova análise.
Motivo do adiamento e prorrogação do processo
A decisão de adiar o julgamento ocorreu na audiência realizada em Roma no dia 4 de dezembro de 2025. A corte comunicou que os novos elementos apresentados pela defesa precisam ser avaliados antes de uma decisão definitiva — e que, por isso, a data inicial não poderia ser mantida.
Segundo fontes próximas ao processo, os argumentos incluem alegações de “perseguição política”, questionamentos sobre a proporcionalidade das penas impostas no Brasil, e pedidos de reconhecimento de irregularidades no julgamento — tese que, se acolhida, poderia barrar a extradição.
Situação atual de Zambelli
Zambelli está presa na Itália desde julho de 2025, após ser localizada pelas autoridades italianas em Roma, em operação conjunta com o Brasil. A condenação brasileira, proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), prevê penas severas: cerca de 10 anos pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outros 5 anos por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em casos relacionados às eleições de 2022.
Até o momento, as cortes italianas mantiveram a custódia da parlamentar, alegando risco de fuga — mesmo diante de pedidos de liberdade provisória ou prisão domiciliar apresentados por sua defesa.
Repercussão no Brasil e implicações políticas
O adiamento do julgamento alimenta incertezas políticas e jurídicas. Para aliados de Zambelli, a suspensão representa uma chance de reverter a extradição e adiar o cumprimento da pena. Já para críticos da parlamentar e defensores da justiça, o prolongamento do processo evidencia como regimes de privilégio e fugas podem funcionar como artifícios para dilatar o prazo de responsabilização — sobretudo quando há ramificações internacionais.
Além disso, o caso expõe fragilidades no sistema de extradição bilateral e questiona a efetividade da cooperação internacional quando há acusações de motivação política, interesses diplomáticos e manobras jurídicas.

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