Usina hidrelétrica binacional beneficia seis estados, 347 municípios e a União com recursos que reforçam políticas públicas de desenvolvimento regional

A Itaipu Binacional anunciou que repassou R$ 1,381 bilhão em royalties ao Brasil ao longo de 2025, beneficiando seis estados, 347 municípios e a União. Os dados foram divulgados pela Diretoria Financeira Executiva da usina hidrelétrica nesta semana.

Os royalties representam uma compensação financeira pelo uso do potencial hidráulico do Rio Paraná para geração de energia pela usina binacional entre Brasil e Paraguai, prevista no Tratado de Itaipu. Esses recursos são destinados ao financiamento de ações nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e outras políticas públicas nas regiões impactadas.

Distribuição dos recursos

De acordo com a legislação brasileira, 65% dos royalties são destinados aos municípios, 25% aos estados e 10% à União. No total de 2025:

  • R$ 898 milhões foram para os municípios;
  • R$ 345 milhões foram repassados aos estados;
  • R$ 138 milhões ficaram com o governo federal.

O estado do Paraná, onde está localizada a margem brasileira da usina, foi o maior beneficiário deste repasse. Recebeu R$ 293 milhões, representando 85% da fatia estadual, assim como R$ 761 milhões distribuídos entre 49 municípios paranaenses atingidos pelo reservatório.

Outros repasses municipais incluíram aproximadamente R$ 67 milhões para cidades de Minas Gerais, R$ 30 milhões para municípios paulistas, R$ 26 milhões em Goiás e R$ 14 milhões no Mato Grosso do Sul, enquanto o Distrito Federal recebeu cerca de R$ 64 mil. Entre os estados, Minas Gerais recebeu R$ 26 milhões, São Paulo R$ 11 milhões, Goiás R$ 10 milhões e Mato Grosso do Sul R$ 5 milhões.

Relevância e impactos

Segundo dirigentes da Itaipu, o montante reafirma o compromisso da Usina com o desenvolvimento econômico e social das regiões beneficiadas, contribuindo para a redução de desigualdades regionais e fortalecendo iniciativas públicas locais.

Os repasses acumulados ao longo dos anos fazem parte de um mecanismo de compensação que já soma bilhões de dólares desde o início dos pagamentos, em conformidade com os acordos binacionais e a legislação interna que disciplina a distribuição de royalties no Brasil.

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