Governo reforça segurança no Planalto antes da chegada da procissão bolsonarista liderada por Nikolas
Medidas preventivas buscam proteger a sede do Executivo e evitar novos episódios de intimidação institucional em Brasília

O governo federal reforçou o esquema de segurança no Palácio do Planalto às vésperas da chegada de uma mobilização bolsonarista convocada e impulsionada pelo deputado Nikolas Ferreira. A decisão inclui ampliação de barreiras físicas, controle de acesso à Esplanada dos Ministérios e atuação integrada das forças de segurança para prevenir riscos à ordem pública e às instituições.
Segundo informações divulgadas, o objetivo é proteger o funcionamento regular do Executivo e impedir tentativas de pressão ou intimidação política contra autoridades e servidores. O governo avalia que o histórico recente de atos antidemocráticos exige prevenção ativa, sobretudo em áreas sensíveis do poder público, para evitar a repetição de cenas de violência e vandalismo.
O reforço ocorre em um contexto de crescente radicalização de setores da extrema direita, que têm recorrido a marchas e concentrações com discurso agressivo contra o Judiciário e o Executivo. Para autoridades, a estratégia é clara: garantir o direito de manifestação dentro da legalidade, sem permitir ocupações permanentes, bloqueios ou ações que coloquem em risco a segurança institucional.
Na Esplanada, equipes da Polícia Militar do DF e órgãos federais atuam de forma coordenada para monitorar deslocamentos, coibir a instalação de acampamentos e assegurar a circulação de trabalhadores e da população. Fontes do governo indicam que a atuação seguirá critérios de necessidade e proporcionalidade, com pronta resposta a eventuais descumprimentos das regras.
O episódio também reacende o debate sobre o uso político de mobilizações de rua por lideranças bolsonaristas. Analistas apontam que tais atos buscam manter a militância mobilizada por meio da confrontação simbólica com as instituições, mesmo após a derrota eleitoral e o desgaste de narrativas golpistas. Para setores progressistas, o Estado tem o dever de defender a democracia e impedir que a intimidação substitua o debate político.
Integrantes do governo ressaltam que não há restrição ao direito de reunião, desde que respeitados os limites legais e a segurança coletiva. A proteção do Planalto, afirmam, é uma obrigação constitucional para preservar a estabilidade democrática e o funcionamento do Estado.
A expectativa é de que o esquema preventivo reduza tensões e evite incidentes, mantendo a normalidade institucional em Brasília em um momento de elevada polarização política.
