O presidente do STF voltou antecipadamente a Brasília para alinhar posição dos ministros diante da tensão institucional em torno da condução do processo do Banco Master.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, antecipou seu retorno a Brasília em meio à crescente tensão institucional provocada pelo andamento do Caso Master, um dos processos mais controversos nos últimos meses envolvendo magistrados e instituições de Justiça.

A pauta principal do encontro é organizar uma resposta interna da Corte ao impasse gerado pelas decisões recentes do ministro Dias Toffoli, relator do inquérito, cujo método de condução provocou críticas de juristas, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF).

Fachin, que estava beneficiando-se do recesso do STF, decidiu interromper o descanso para articular — já nesta terça-feira (20) — uma reunião com os demais ministros e discutir os próximos passos do tribunal antes da abertura oficial do ano judiciário em fevereiro.

O Caso Master, que envolve o Banco Master, vem suscitando debate por mudanças na forma de colher depoimentos e determinar diligências, com alarde entre operadores do Direito sobre possíveis rompimentos de protocolos tradicionais de investigação criminal.

No centro das discussões está a tentativa de balancear as instituições envolvidas — Supremo, PGR e PF — e restabelecer um mínimo de harmonia interna para evitar repercussões políticas e judiciais mais profundas.

Integrantes da Corte avaliam que a postura adotada por Toffoli pode comprometer a percepção de autonomia investigativa dos órgãos responsáveis pela persecução penal, o que teria motivado Fachin a agir de forma preventiva, antecipando seu retorno e convocando os colegas ao debate.

A expectativa nos bastidores é de que a reunião sirva para redefinir estratégias, com foco em preservar a estabilidade da Corte e a confiança pública no Judiciário, em um momento crítico marcado por ataques políticos e questionamentos sobre a segurança jurídica no país.

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