Jornalista Leonardo Stoppa afirma que participação no ato não representa mudança ideológica, mas defesa do direito de crianças ao convívio familiar

O jornalista e influenciador Leonardo Stoppa anunciou, na quinta-feira (22), que decidiu aderir à caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A participação chamou atenção por Stoppa ser publicamente identificado com a esquerda e atuar como colunista do site Brasil 247, veículo alinhado ao campo progressista.

Ao longo de sua trajetória política, Stoppa se posicionou contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e também se manifestou contra a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no contexto da Operação Lava Jato. Essas posições consolidaram sua imagem como um militante crítico das pautas defendidas pela direita e pelo bolsonarismo.

Em publicações feitas nas redes sociais, Stoppa afirmou que sua presença na caminhada tem como motivação a defesa da libertação de presos dos atos de 8 de janeiro que são pais de família. Segundo ele, manter essas pessoas encarceradas acaba punindo crianças, que ficam afastadas de seus responsáveis. O jornalista declarou que, em sua visão, “defender crianças é defender famílias” e que a justiça não pode se transformar em uma forma de punição coletiva.

A decisão de participar do ato também está diretamente relacionada a uma questão pessoal. Stoppa trava uma disputa judicial com a ex-esposa envolvendo o convívio com a filha e afirma estar há mais de um ano sem conseguir vê-la. Em razão dessa experiência, ele passou a se manifestar publicamente contra iniciativas que defendem a revogação da lei de alienação parental, legislação que trata da interferência psicológica de um dos genitores na relação da criança com o outro.

Nas redes, Stoppa criticou setores da esquerda que, segundo ele, apoiam o fim dessa lei sem considerar os impactos sobre pais afastados dos filhos. Para o jornalista, sua participação na caminhada não representa uma mudança ideológica, mas uma ação pontual em defesa do que considera ser o interesse das crianças e da preservação dos vínculos familiares.

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