Eduardo Bolsonaro defende aliança com Ciro Gomes e diz que “política não é concessão de valores”
eputado afirma que apoio a Ciro no Ceará seria mera estratégia eleitoral

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) causou turbulência interna ao afirmar que a articulação para apoiar Ciro Gomes no Ceará “não envolvia concessão de valores”, e sim uma “busca responsável pelo melhor caminho para o Brasil”. Com a declaração, ele tenta justificar a estratégia de aliança eleitoral — mas a resposta negativa de setores do próprio núcleo bolsonarista deixa claro: o bolsonarismo está em crise, dividido, sem rumo firme.
Estratégia ou traição? O argumento de Eduardo
Em entrevista publicada nesta quarta-feira (3/12/2025), Eduardo defendeu que a ideia era oferecer ao PL uma vaga no Senado em troca do apoio de Ciro ao governo do Ceará — ou seja, um arranjo eleitoral, não um casamento ideológico. “Estratégia política não é concessão de valores”, declarou. Para ele, o debate nunca foi sobre pautas como aborto ou moralidade, mas sobre pragmatismo político.
Segundo o deputado, a aliança estava sendo conduzida por dirigentes do PL no Ceará, com aval de seu pai — o ex-presidente Jair Bolsonaro — e via o presidente estadual do partido, o deputado André Fernandes. A proposta previa apoio mútuo: o PL daria tempo de TV e estrutura para Ciro; em troca, o partido ganharía a chance de ocupar uma das vagas ao Senado.
Reação e revolta interna — o rasgo no bolsonarismo
Mas nem todos aceitaram — e a resistência veio de dentro da própria família e do núcleo duro bolsonarista. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e figura pública influente dentro do PL, criticou duramente a aproximação com Ciro: afirmou que não tinha orgulho de apoiar alguém “que é contra o maior líder da direita”. A declaração arrastou para o centro da crise os filhos do ex-presidente, incluindo Eduardo e Flávio Bolsonaro.
O racha — público e retumbante — revela muito mais do que um desacordo eleitoral: expõe a fragilidade de um bloco que antes se vendia como monolítico, mas hoje exibe fissuras internas profundas, desconfiança e disputas de poder.
Essa instabilidade deixa claro o dilema do bolsonarismo: seguir atrelado a uma agenda ideológica autocrática e moralista — ou apostar numa lógica pragmática de acordos eleitorais, correndo risco de se diluir politicamente.
O contexto eleitoral de 2026 e os riscos de pragmatismo sem bases ideológicas
Com 2026 no horizonte, o PL tenta reconstruir seu espaço eleitoral — mas a crise interna pode minar qualquer projeto consistente. A tentativa de aliança com Ciro Gomes era vista como uma renovação tática: abrir espaço fora do nicho tradicional da direita, buscar viabilidade eleitoral em estados como o Ceará onde o bolsonarismo perdeu força.
Porém, ao revelar que a negociação era movida por oportunismo e não por valores, Eduardo Bolsonaro deixa o PL vulnerável aos ataques: críticas por incoerência, oportunismo e falta de convicções. Esse tipo de aliança pragmática — dissociada de pauta real para o povo — corre o risco de reforçar menos um projeto político, e mais um mercado de cargos e representação vazia.
Além disso, a disputa pública com figuras conservadoras e religiosas ligadas à base bolsonarista, representadas por Michelle e outros, acende o alerta: o PL pode perder o que restava de identidade, virando um partido sem norte, sem base social legítima, apenas acostumado à lógica de “toma lá, dá cá”.
O dilema da direita pragmática: entre sobrevivência eleitoral e claudicação ideológica
Para nós, que defendemos justiça social, direitos populares e soberania democrática, esse episódio serve como espelho da crise estrutural da direita brasileira: quando não há compromisso real com o povo, com trabalho, com soberania econômica — o que sobra é conchavo, manobra, troca de favores.
A aliança com Ciro, se levada adiante, poderia representar uma guinada pragmática — mas sem transformar a lógica estrutural. Em tempos de crise social e econômica, quem se preocupa com o Brasil real deveria apostar em políticas públicas e soberania, não em acordos de gabinete.
A defesa de Eduardo — que classifica a negociação como mera estratégia — revela o que muitos já sabiam: para parte do bolsonarismo, a política sempre foi jogo, não convicção. E isso precisa ser denunciado, exposto e combatido.

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