Pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol pode voltar a ser alvo do TSE em 2026
Ex-procurador e ex-deputado federal tenta concorrer ao Senado pelo Paraná, mas corre risco de ter candidatura novamente questionada no Tribunal Superior Eleitoral por causa de indeferimento anterior

O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (NOVO-PR), que figura como um dos pré-candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026, pode enfrentar um **novo questionamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua elegibilidade caso registre oficialmente sua candidatura no próximo pleito. A possibilidade foi levantada em reportagem recente publicada pela Gazeta do Povo.
Em 2022, Dallagnol teve o registro de candidatura indeferido pelo TSE após a eleição, o que acabou resultando na perda do mandato de deputado federal em 2023. Segundo a Corte Eleitoral da época, o ex-procurador teria pedido exoneração do cargo no Ministério Público Federal (MPF) para evitar respostas a procedimentos internos sobre sua conduta profissional durante o serviço público — uma decisão que abriu margem para debates jurídicos sobre sua eligibilidade futura.
Riscos de novo processo no TSE
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que, caso Dallagnol confirme sua pré-candidatura ao Senado em 2026, adversários políticos podem resgatar o caso do indeferimento de 2022 para tentar instaurar novo processo no TSE e questionar a validade de seu registro. A tramitação poderia seguir um caminho semelhante ao do pleito anterior, com julgamentos tanto nas instâncias regionais quanto na Corte Eleitoral de Brasília.
O advogado do ex-deputado e filiado ao NOVO, Leandro Rosa, afirmou que o TSE não condenou Dallagnol à inelegibilidade nem cassou seus direitos políticos, apenas o impediu de disputar a eleição em 2022 naquele caso específico. O entendimento da defesa, portanto, é de que ele está plenamente elegível para concorrer ao Senado em 2026.
Perspectivas e cenário eleitoral
Dados de pesquisa eleitoral recente apontam que Dallagnol aparece bem colocado em cenários para o Senado no Paraná, reunindo ampla intenção de voto entre os eleitores quando considerados somatórios de primeiro e segundo voto para a casa alta — um indicativo de competitividade eleitoral para sua pré-candidatura.
Caso a candidatura seja oficialmente registrada, a possibilidade de nova disputa jurídica no TSE deve tornar o tema um dos pontos de maior atenção no cenário eleitoral paranaense e nacional, especialmente em um pleito em que a elegibilidade de figuras públicas e a aplicação da Lei da Ficha Limpa continuam sob escrutínio político e jurídico.
