O CFM determinou a abertura de uma investigação sobre o atendimento prestado ao ex-presidente após queda na carceragem da PF, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo de sua condição de saúde

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) a instauração imediata de uma sindicância para apurar o atendimento médico oferecido a Jair Bolsonaro enquanto está sob custódia da Polícia Federal (PF). A medida foi anunciada nesta quarta-feira (7) diante de denúncias e preocupações de que a assistência não teria sido adequada ao estado de saúde do ex-presidente.

Contexto do caso

Bolsonaro, que cumpre prisão preventiva em Brasília, sofreu uma queda dentro da cela na madrugada de terça-feira (6) e recebeu atendimento médico no local antes de ser autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a sair temporariamente sob escolta para realizar exames em hospital particular.

Segundo a PF, o relatório médico inicial informou que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico após a queda. Ainda assim, o episódio gerou uma série de questionamentos públicos sobre a rapidez e a qualidade do atendimento oferecido no ambiente prisional.

Objetivos da sindicância

O CFM destacou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a adoção de um protocolo de monitoramento contínuo e imediato” e que a sindicância visa exatamente verificar se as condutas tomadas pelos profissionais responsáveis seguiram os padrões éticos e técnicos exigidos pela profissão e pelas normas médicas vigentes.

A abertura da sindicância se baseia nas diversas manifestações recebidas pelo conselho, que expressaram preocupação com a assistência disponível ao preso, especialmente após a ocorrência da queda. O procedimento pode resultar em recomendações ou sanções por parte do conselho, dependendo do resultado da investigação interna.

Repercussão pública e política

O caso tem gerado ampla repercussão nas redes e na mídia, com figuras públicas e simpatizantes do ex-presidente criticando o atendimento recebido e alegando que ele teria sido “negligenciado” ou submetido a condições insuficientes na prisão — afirmações que têm sido repetidas por aliados políticos.

Especialistas em ética médica ouvidos por fontes públicas ressaltam que a sindicância não significa, por si só, culpa ou erro clínico, mas indica que há preocupação institucional com a observância dos padrões de cuidado e com o cumprimento de protocolos apropriados em situações de pacientes sob custódia estatal. Procedimentos dessa natureza são comuns quando há questionamentos públicos relevantes sobre o atendimento a pacientes vulneráveis em instituições.

Estado de saúde de Bolsonaro

Bolsonaro já havia passado por uma série de procedimentos médicos recentes, incluindo cirurgia para correção de hérnia e tratamento de complicações relacionadas ao atentado que sofreu em 2018. Essa trajetória clínica complexa torna o acompanhamento médico mais delicado e controverso em um ambiente prisional, especialmente diante de quedas e episódios de fragilidade física.

A sindicância deve, portanto, aprofundar a análise de condutas, papeis de profissionais envolvidos e possíveis lacunas no atendimento médico no contexto da custódia da PF, contribuindo para que padrões de cuidado sejam garantidos, mesmo em situações de alta carga política e social.

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2 comentários sobre “CFM instaura sindicância para apurar atendimento médico a Bolsonaro sob custódia da PF

  1. Acho que teria que ter sindicância é a respeito da idoneidade dos médicos que o atendem.Ele é capaz de tudo para tentar sair da prisão.Bolsonaro, seja homem e pare de representar.Só os burrominions para cair na tua conversa.

  2. Quando o presidente Lula caiu no banheiro e levou 4 pontos na nuca, não houve esse estardalhaço.

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