Pedidos apresentados na Câmara Legislativa do DF apontam responsabilidade política do governador no escândalo do Banco Master e pressionam por investigação formal.

Ex-governadores do Distrito Federal e parlamentares da oposição protocolaram, nesta semana, pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, no contexto do chamado caso Master, escândalo financeiro que envolve o rombo bilionário do Banco Master e suas conexões políticas e institucionais no DF. As representações foram entregues à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e elevam a crise política no governo local a um novo patamar.

Os pedidos sustentam que Ibaneis teria responsabilidade política direta por omissões e decisões que permitiram a expansão de riscos no sistema financeiro ligado ao DF, especialmente pela relação institucional entre o governo distrital, o BRB e operações associadas ao Banco Master. Para os signatários, o governador falhou no dever de fiscalização e transparência, o que caracteriza crime de responsabilidade.

Entre os autores das representações estão ex-governadores e lideranças políticas que afirmam haver indícios suficientes para abertura de processo de impeachment. Segundo eles, o caso Master não é um episódio isolado, mas parte de um padrão de gestão marcado por conivência com interesses privados e fragilização de mecanismos de controle público. A oposição argumenta que o prejuízo potencial não é apenas financeiro, mas também institucional, ao comprometer a credibilidade de um banco público estratégico para o DF.

O caso ganhou força após a revelação do rombo no Banco Master, que expôs operações de alto risco, falta de transparência e possíveis falhas de supervisão. A proximidade política e administrativa entre o governo do DF e estruturas envolvidas no escândalo passou a ser questionada, abrindo espaço para a cobrança de responsabilização direta do chefe do Executivo distrital.

Na CLDF, os pedidos agora aguardam análise da Mesa Diretora. Cabe ao presidente da Casa decidir se dá seguimento às representações, encaminhando-as para apreciação formal dos deputados distritais. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a pressão política tende a crescer, especialmente se novas informações sobre o caso Master vierem à tona.

O governo Ibaneis, por sua vez, nega irregularidades e afirma que não há base jurídica para o impeachment. Aliados do governador classificam a iniciativa como “movimento político” da oposição e tentam reduzir o impacto do escândalo. Ainda assim, o desgaste é evidente: o caso se soma a um ambiente de desconfiança crescente sobre a relação entre poder público e sistema financeiro no DF.

Para setores progressistas, o episódio evidencia a necessidade de responsabilização política efetiva quando decisões de governo colocam em risco recursos públicos. O caso Master, ao transbordar do campo econômico para o político, reforça o debate sobre governança, controle democrático e os limites da atuação de governantes diante de interesses financeiros privados.

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