Ex-governador do Rio de Janeiro afirma em vídeo que falhas institucionais e regulatórias permitiram crise no Banco Master, afetando milhões e fragilizando o sistema financeiro

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho publicou um vídeo comentando o colapso do Banco Master e o papel que, em sua visão, o “sistema” financeiro e regulatório brasileiro desempenhou no episódio que envolveu o banqueiro Daniel Vorcaro. A publicação foi destaque nesta semana, com críticas diretas ao funcionamento das instituições que, segundo ele, permitiram que a crise se agravasse até entrar em “pane”.

Garotinho afirma que o caso expôs fragilidades profundas no arcabouço financeiro do país, desde a supervisão por parte do Banco Central até a atuação de bancos e entidades privadas, sugerindo que decisões estratégicas e lacunas regulatórias contribuíram para o que ele caracteriza como uma falha sistêmica. O vídeo foi amplamente compartilhado nas redes sociais e repercutiu em círculos políticos.

Colapso do Banco Master e impacto no sistema financeiro

O Banco Master, instituição financeira que cresceu rapidamente nos últimos anos antes de sua liquidação extrajudicial em 2025, tornou-se um símbolo das tensões no sistema bancário brasileiro. A crise envolveu pedidos de liquidez que não puderam ser atendidos e uma sequência de operações que culminaram na intervenção do Banco Central. Investigadores estimam que cerca de R$ 41 bilhões foram acionados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para proteger investidores e depositantes após a liquidação, afetando cerca de 1,6 milhão de clientes.

No centro da controvérsia está Daniel Vorcaro, fundador e presidente do banco, que foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2025 enquanto tentava embarcar em um jato particular. Vorcaro foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos após o Banco Central decretar a liquidação da instituição.

Críticas ao sistema regulatório

No vídeo, Garotinho também menciona o papel das agências reguladoras e sua atuação considerada “tardia” em relação às sinalizações de risco apresentadas por produtos financeiros de alto rendimento e operações complexas que o Master realizou ao longo de seu crescimento. Essas operações, combinadas com supervisão insuficiente, teriam permitido a acumulação de vulnerabilidades até o momento da crise.

Especialistas em economia e regulação frequentemente apontam que mecanismos de controle mais rígidos poderiam mitigar crises bancárias, destacando a importância de transparência, supervisão proativa e uma coordenação eficaz entre órgãos públicos. O episódio do Banco Master tem sido citado em debates sobre a necessidade de fortalecer normas e práticas de regulação para evitar apagões similares no futuro.

Repercussão política

A afirmação de Garotinho se soma a outras críticas recentes sobre o caso, incluindo análises de comentaristas políticos e econômicos que veem no episódio um alerta para as fragilidades do sistema financeiro e institucional brasileiro. A crise reverbera em discussões públicas que vão além do setor bancário e tocam a atuação de autoridades, instituições de fiscalização e o papel das políticas públicas na prevenção de fraudes e falhas de mercado.

Até o momento, não houve resposta oficial de autoridades regulatórias ou do próprio Banco Master às declarações de Garotinho nas redes sociais.

Compartilhe:

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.