Advogado de Vorcaro pede para deixar defesa após sinalização de delação premiada
Walfrido Warde deixa equipe de defesa do dono do Banco Master após discordar da estratégia de delação premiada, em meio ao aprofundamento das investigações sobre fraudes financeiras

O advogado Walfrido Warde comunicou nesta quarta-feira (21) sua intenção de deixar a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio ao agravamento do caso e à sinalização de que o banqueiro poderia buscar um acordo de delação premiada com as autoridades.
Segundo informações divulgadas pela repórter Andreia Sadi, do canal GloboNews, Warde é contrário à estratégia de delação que está sendo considerada por Vorcaro e seus advogados, e a discordância interna teria motivado sua decisão de se afastar da equipe de defesa.
Conflito na defesa e estratégia de delação
A saída de Warde ocorre em um momento em que o caso envolvendo o Banco Master ganhou nova dimensão com a possibilidade de Vorcaro oferecer colaboração ao Ministério Público por meio de delação premiada, o que poderia implicar em revelações sobre outras figuras e práticas relacionadas à investigação.
A delação premiada é um instrumento legal no Brasil que permite a réus colaborar com as investigações em troca de eventual redução de pena, e vem sendo usada em grandes casos judiciais nos últimos anos.
De acordo com relatos, a saída de Warde já foi comunicada aos demais integrantes da defesa, mas o advogado optou por não comentar publicamente os motivos detalhados de sua decisão.
Essa mudança na defesa acontece em meio a um contexto mais amplo de investigações da Polícia Federal que já resultaram na segunda fase da Operação Compliance Zero, com mandados de busca e apreensão contra Vorcaro e outros envolvidos, além de suspeitas que incluem fraude, gestão temerária e organização criminosa no Banco Master.
Impactos no caso
A potencial delação premiada de um dos principais investigados — caso Vorcaro confirme a intenção — pode alterar significativamente o curso das investigações, especialmente se novas informações forem repassadas às autoridades. Essa perspectiva teria sido um dos pontos de discórdia entre o advogado e o cliente, segundo fontes ouvidas nos bastidores.
Enquanto isso, a Justiça Federal continua analisando o caso, que segue sob sigilo em partes dos autos, e os avanços das investigações continuam a chamar a atenção de órgãos de controle e da opinião pública pela complexidade dos indícios e eventuais desdobramentos.
