Ex-deputado repete críticas ao sistema eleitoral sem apresentar provas e relembra discurso adotado após 2022.

Eduardo Bolsonaro voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas e levantou suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro sem apresentar provas de fraude. Em declarações recentes, o ex-deputado classificou as urnas como “máquinas obscuras”, mencionou a possibilidade de “mão grande” nas eleições e afirmou que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, daria “outro peso” a essas acusações.

As declarações retomam uma estratégia já adotada pelo grupo político de Jair Bolsonaro após as eleições de 2022. Na ocasião, o PL pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a anulação de votos registrados em parte das urnas utilizadas no segundo turno, mas a Corte rejeitou o pedido por falta de indícios e aplicou ao partido uma multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé.

O sistema eletrônico de votação brasileiro conta com mecanismos de fiscalização e auditoria que permitem o acompanhamento por partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, Ordem dos Advogados do Brasil e outras instituições credenciadas durante todas as etapas do processo eleitoral.

As novas declarações de Eduardo Bolsonaro ocorrem em meio aos preparativos para a eleição presidencial de 2026 e voltam a colocar em debate a narrativa sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, tema que marcou o cenário político brasileiro nos últimos anos.

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