Parlamentar recusou esquema especial de segurança da Polícia Federal e voltou a afirmar que corre risco de atentado, enquanto críticos estabelecem paralelos com o período que antecedeu o ataque a Jair Bolsonaro.

As declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro sobre supostas ameaças à sua segurança voltaram a gerar repercussão nas redes sociais e no meio político. Críticos do parlamentar passaram a comparar o discurso atual com episódios registrados durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, em 2018, quando o então candidato afirmou, em diversas ocasiões, que corria risco de sofrer um atentado antes de ser esfaqueado durante um ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais.

Entre os paralelos apontados estão o uso de colete à prova de balas e referências a organizações criminosas e movimentos sociais como possíveis ameaças. À época, após o atentado contra Jair Bolsonaro, investigações da Polícia Federal concluíram a autoria de Adélio Bispo, sem indicar a existência de uma organização por trás do ataque.

Outro ponto que gerou debate foi a informação de que a Polícia Federal teria elaborado um plano especial de segurança para Flávio Bolsonaro, envolvendo efetivo ampliado, veículos blindados, equipes antibomba e proteção contra drones. O senador, no entanto, afirmou que não pretende utilizar esse esquema, alegando desconfiança em relação à atuação da atual direção da corporação e sugerindo, sem apresentar provas públicas, que pessoas poderiam ser infiltradas em sua campanha.

As declarações provocaram reações nas redes sociais, onde opositores passaram a especular sobre as motivações do discurso do senador e estabelecer comparações com os acontecimentos de 2018. Até o momento, não há evidências públicas que sustentem alegações de que Flávio Bolsonaro esteja planejando ou simulando qualquer atentado contra si próprio.

O episódio amplia a polarização política em torno da segurança de figuras públicas e das narrativas envolvendo o processo eleitoral.

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