Esquerda destrói um de seus maiores influencers

Após 11 anos de atuação como influencer e estrategista da esquerda brasileira, Leonardo Stoppa — primeiro cientista político a se posicionar publicamente contra o impeachment de Dilma Rousseff — tornou-se alvo de uma campanha de cancelamento conduzida pelo eixo identitário da própria esquerda. Crítico do identitarismo há pelo menos seis anos, Stoppa acabou atravessando a linha de ruptura após militantes identitários ligadas ao PT e PSOL celebrarem avanços no desmonte da legislação de combate à alienação parental.

Aproveitando um momento de evidente fragilidade política e pessoal, esse mesmo grupo impulsionou uma ofensiva coordenada de cancelamento que rapidamente ganhou tração nas bolhas progressistas. O episódio se transformou em um dos assuntos mais comentados entre influenciadores de esquerda, que, em vez de concentrar esforços na defesa do governo Lula, voltaram suas armas contra um dos comunicadores mais relevantes do campo progressista.

Enquanto influenciadores alinhados ao lulismo tratam o “ex-companheiro” como inimigo a ser abatido, Flávio Bolsonaro avança silenciosamente: articula alianças, consolida seu projeto presidencial e já aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula em cenários eleitorais.

Embora tenha se afastado do PT, Stoppa não declarou apoio a nenhum candidato. Ainda assim, parte da própria esquerda enxergou na crise uma oportunidade estratégica: disputar seu público em uma guerra aberta por likes, pix e superchats, expondo não apenas a fragmentação do campo progressista, mas também a corrosão de qualquer noção mínima de solidariedade humana e política.

O episódio deixa claro que entre os influenciadores de esquerda não há união, mas de fato, uma disputa por likes, público e pix, o que fragiliza ainda mais a campanha para a reeleição do presidente Lula.

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