Simone Marquetto, do MDB paulista, é cotada para compor chapa presidencial com o PSD
Parlamentar ligada ao movimento católico e popular no Nordeste pode fortalecer estratégia de “terceira via” em 2026

A deputada federal Simone Marquetto (MDB-SP) aparece como um dos nomes cotados para a **composição de uma chapa presidencial com o Partido Social Democrático (PSD) nas eleições de 2026, em movimento que pode consolidar uma alternativa ao frente-a-frente entre Lula (PT) e possíveis candidatos do campo bolsonarista.
Marquetto, que é jornalista, ex-prefeita de Itapetininga (SP) e hoje ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados, decidiu não disputar a reeleição em 2026, mas teria sinalizado abertura a “projetos maiores” e ganhado destaque nas articulações políticas entre o MDB e o PSD liderado por Gilberto Kassab.
Perfil político e alcance eleitoral
A parlamentar é fortemente ligada ao movimento católico e vem realizando peregrinações em diversos estados do Nordeste, atraindo grande público e reforçando sua visibilidade além de São Paulo — seu reduto eleitoral. Essa presença em diferentes regiões do país chamou atenção de estrategistas políticos, que veem no nome de Marquetto capacidade de ampliar o alcance de uma potencial chapa de centro-direita.
Além disso, Simone dialoga com setores das Forças Armadas, tendo se aproximado dos militares após eventos como a realização de uma sessão solene no Exército dedicada a Nossa Senhora Aparecida, o que reforça sua conexão com dois eleitorados estratégicos: católicos e militares.
Estratégia de aliança entre MDB e PSD
Nos planos de uma aliança entre MDB e PSD, o objetivo de Kassab é montar uma chapa que agregue políticos conhecidos e com forte apelo regional. Enquanto nomes como Eduardo Leite (PSD) e Ratinho Júnior (PSD) têm forte base no Sul, e Ronaldo Caiado (PSD) no Centro-Oeste, Marquetto pode contribuir com penetração no Nordeste e entre eleitorados religiosos — o que amplia a diversificação geográfica e de perfil político da possível frente.
A articulação política nesse sentido ocorre em meio a um ambiente eleitoral competitivo, em que partidos de centro e centro-direita buscam alternativas para disputar votos contra as principais candidaturas de esquerda e direita no cenário nacional.
