Senadores pedem quebra dos sigilos bancário e fiscal da esposa de Moraes na CPI do Crime Organizado
Requerimento apresentado por Eduardo Girão e Magno Malta busca informações financeiras de Viviane Barci de Moraes entre 2024 e 2026 e aguarda análise do colegiado

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) apresentaram nesta quinta-feira (29/01/2026) um requerimento à CPI do Crime Organizado do Senado Federal solicitando a **quebra dos sigilos bancário e fiscal de Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro do **Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O documento aguarda deliberação dos integrantes da comissão.
O pedido dos parlamentares abrange o período de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026 e inclui o acesso a contas bancárias, investimentos, declarações de Imposto de Renda e outras informações fiscais, bem como movimentações financeiras e registros em sistemas como a Receita Federal, o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Argumentos dos senadores
No documento apresentado, Girão e Malta argumentam que a quebra de sigilo não tem um caráter “punitivo nem acusatório”, mas permitiria identificar possíveis vínculos econômicos ou padrões atípicos de movimentação financeira que possam ser relevantes para as investigações que a CPI realiza sobre a atuação de organizações criminosas e influências institucionais. Os senadores citam a cobertura da imprensa sobre contratos e relações envolvendo o Banco Master como contexto para a solicitação.
A justificativa também menciona um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório ligado a Viviane Barci de Moraes, que teria vigência prevista em três anos e envolvido atuação em diversos órgãos públicos, segundo o requerimento.
O que acontece agora
O requerimento foi formalmente protocolado na CPI do Crime Organizado, mas ainda precisa ser analisado e aprovado pelos demais membros da comissão antes de seguir para os órgãos competentes que poderiam fornecer os dados solicitados.
Caso seja aprovado, a quebra de sigilo permitiria à CPI requisitar oficialmente às autoridades fiscais e financeiras informações detalhadas sobre os ativos, transações e declarações de renda da advogada no período solicitado.
Viviane Barci de Moraes, por meio de seu escritório profissional, foi procurada pela imprensa, mas não retornou o pedido de comentário até o momento.
