Brasil cria 1,27 milhão de empregos formais em 2025, mas registra pior saldo desde 2020
Apesar de ainda positivo, o resultado anual de empregos com carteira assinada é o mais fraco desde o auge da pandemia de Covid-19, e autoridades apontam impacto de juros elevados e desaceleração do crescimento.

O Brasil registrou a criação de 1,27 milhão de empregos formais no ano de 2025, apontando o pior saldo anual desde 2020, período mais agudo da pandemia de Covid-19, quando o país perdeu vagas com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira.
Segundo o levantamento, no acumulado do ano passado foram realizadas cerca de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões, resultando no saldo positivo de 1.279.498 postos de trabalho formais, mas com ritmo bem abaixo de anos anteriores.
Desaceleração no ritmo de geração de vagas
O saldo de vagas com carteira assinada em 2025 representa uma desaceleração significativa em comparação com períodos anteriores. Em 2024, o saldo anual foi de 1,67 milhão de empregos formais, enquanto em 2023 esse número chegou a 1,45 milhão e em 2022 superou 2 milhões de vagas.
Autoridades do governo federal, ao comentar os dados, atribuíram parte desse desempenho à manutenção de juros elevados, que encareceram o crédito, limitaram investimentos e, conforme avaliação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reduziram o ritmo de crescimento econômico — embora, segundo ele, o país ainda não esteja em retração.
Setores e dinâmica do emprego
Apesar da desaceleração, os dados mostram que todos os cinco grandes setores da economia encerraram 2025 com saldo positivo de empregos formais. O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de vagas, seguido pelo comércio, pela indústria, pela construção civil e pela agropecuária.
Em dezembro, tradicionalmente mês de maior volatilidade no mercado de trabalho, houve um saldo negativo de 618,2 mil vagas formais, um número superior ao mesmo mês de 2024, reforçando a tendência de enfraquecimento da criação de empregos no final do ano.
Desafios para o mercado de trabalho
Especialistas e representantes governamentais destacam que, embora o país ainda tenha fechado o ano com mais vagas do que demissões, o ritmo de geração de empregos formais indica fragilidades no mercado de trabalho frente a um cenário de juros altos e custos de financiamento elevados para empresas, o que pode influenciar decisões de investimento e contratações ao longo de 2026.
O desempenho de 2025 também reflete a necessidade de políticas que estimulem a expansão econômica mais robusta e criem condições para uma recuperação mais acelerada na geração de vagas com carteira assinada no médio prazo.

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