Presidente do PSD afirmou que aumento de carga tributária e falta de redução de custos do Estado podem ser bandeiras de oposição e que partido buscará se diferenciar no debate eleitoral de 2026

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quarta-feira que os gastos públicos elevados e o aumento da carga tributária durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são os “pontos mais fracos” do chefe do Executivo em sua tentativa de reeleição em 2026. A declaração foi feita à imprensa após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido, e indica a estratégia da legenda de explorar temas fiscais no debate eleitoral.

Segundo Kassab, a atual gestão não conseguiu reduzir custos do Estado brasileiro e isso teria criado uma vulnerabilidade na avaliação pública, especialmente em relação à percepção de eficiência do gasto público e competitividade econômica. “Houve aumento de carga tributária, e muito, nem sempre gerando receita. A gente tem notícia de muitas empresas indo para o Paraguai, para o Uruguai, porque querem pagar menos impostos”, afirmou o dirigente.

Críticas à política fiscal e bandeira eleitoral

Kassab ressaltou que uma das bandeiras da candidatura que o PSD pretende lançar para 2026 será a redução do tamanho do Estado e dos custos fiscais, com foco em medidas que ele chamou de austeridade e transparência. A estratégia anunciada inclui combate à corrupção, reforma administrativa e maior clareza na gestão de recursos públicos como formas de tornar o gasto estatal mais eficiente.

O presidente do PSD também destacou que a questão fiscal — especialmente a percepção de altos impostos — tem impacto direto sobre o ambiente de negócios e poderia ser explorada pela oposição em um eventual confronto eleitoral com Lula. Para ele, a narrativa de que o governo federal não conseguiu reduzir os custos correntes da máquina pública abre espaço para discussão sobre prioridades de política econômica no país.

Repercussão no cenário político

As declarações de Kassab ocorrem em um contexto de reorganização do campo político à direita e centro-direita enquanto se aproximam as eleições de 2026, com o PSD articulando possíveis candidaturas presidenciais e buscando ampliar sua presença nacional. O partido conta atualmente com nomes como Eduardo Leite, Ratinho Jr. e o recém-filtrado Ronaldo Caiado entre os possíveis concorrentes à Presidência.

A crítica de Kassab também contrasta com avaliações de integrantes do governo e do PT, que consideram a política fiscal e econômica um ponto de estabilidade e sustentação da popularidade de Lula, especialmente diante de indicadores recentes de crescimento e arrecadação. Na avaliação de setores da base governista, a pauta dos gastos públicos é complexa e relacionada a compromissos sociais e serviços públicos que compõem a atuação do Estado.

Especialistas políticos apontam que temas de tributação e gastos públicos tendem a ganhar destaque ao longo da campanha eleitoral, especialmente em debates sobre competitividade da economia, ambiente para investimentos e bem-estar social, e podem moldar percepções do eleitorado sobre prioridades de governo.

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