olícia Civil de Goiás analisa imagens feitas por Daiane Alves Souza que mostram falta de luz em apartamento e trajeto ao subsolo do prédio, episódio que pode ter sido proposital.

Imagens gravadas pela corretora de imóveis Daiane Alves Souza, encontrada morta em uma área de mata em Caldas Novas (GO), podem oferecer evidências de uma possível armadilha criada para atraí-la ao subsolo do condomínio onde morava, segundo a Polícia Civil de Goiás. As gravações fazem parte das investigações do caso que marcou a região após o desaparecimento de Daiane em dezembro de 2025.

Conforme o que foi relatado por autoridades em coletiva, Daiane registrou vídeos pelo seu celular momentos antes de desaparecer. Nas imagens, ela mostra a queda de energia em sua unidade, enquanto outras partes do prédio aparentemente continuavam com luz normal. A sequência de gravações — e o fato de que o terceiro vídeo não foi enviado a uma amiga — tem levado investigadores a considerar que a queda de energia teria sido causada de propósito, numa tentativa de chamar sua atenção para que ela seguisse até o subsolo.

Cronologia das gravações e possível armadilha

De acordo com a polícia, as gravações foram feitas em rápida sucessão: por volta das 18h56, Daiane filmou o interior do apartamento sem energia; dois minutos depois, às 18h58, ela novamente filmou o trajeto até o subsolo do prédio. O terceiro vídeo, que nunca chegou a ser enviado, pode conter o momento em que ela foi abordada.

As autoridades investigam se a falta de luz foi propositalmente provocada por outra pessoa, possivelmente com o intuito de que a corretora saísse de sua unidade e seguisse para um local onde poderia ser surpreendida. Testemunhas relataram que desligar a energia no apartamento era uma prática frequente do síndico, o que reforça a hipótese que está sendo avaliada pela perícia.

Reações e andamento das apurações

O caso ganhou repercussão nacional desde o desaparecimento de Daiane, e relato de conflitos anteriores com moradores e funcionários do condomínio já havia sido registrado nos primeiros momentos da investigação. A Polícia Civil prendeu o síndico e seu filho sob suspeita de envolvimento no crime, e diligências seguem em andamento para esclarecer a sequência de fatos que culminaram na morte da corretora.

Especialistas em investigação criminal destacam que a análise detalhada dos vídeos e de outros elementos materiais, como gravações de câmeras de segurança e a sequência exata dos eventos, pode ser crucial para entender se houve trama premeditada para atrair Daiane até o local onde foi morta.

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