Levantamento mostra que desaprovação ao presidente cresce em relação ao fim de 2025, enquanto sua aprovação permanece menor, com diferenças marcadas por regiões, faixa etária e renda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia o ano eleitoral de 2026 com índices de desaprovação em alta, de acordo com a mais recente pesquisa do instituto PoderData, divulgada nesta semana. Os dados indicam que, entre o fim de 2025 e o início de 2026, a desaprovação ao desempenho pessoal de Lula cresceu em um ponto percentual, enquanto sua aprovação se manteve praticamente estagnada.

Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados desaprovam o desempenho pessoal do presidente, contra 34% que aprovam, e 9% que não souberam ou não responderam à pesquisa. Os números representam um movimento de crescimento da rejeição em relação aos índices de dezembro do ano passado, quando 56% desaprovavam e 35% aprovavam.

Perfil da desaprovação

A desaprovação ao presidente Lula apresenta variações significativas entre diferentes grupos demográficos. Entre homens, por exemplo, a desaprovação alcança 59%, enquanto entre mulheres é de 54%. Por idade, o indicador mais elevado aparece na faixa de 25 a 44 anos, com 60% desaprovando a gestão, e cai ligeiramente entre os eleitores mais jovens e os mais velhos.

A pesquisa também revela diferenças regionais na avaliação da popularidade: a desaprovação é mais forte na região Centro-Oeste do país e entre eleitores com renda familiar superior a cinco salários mínimos, enquanto a aprovação é relativamente maior no Nordeste, tradicional reduto eleitoral de apoio ao PT.

Desafios em um ano decisivo

Os dados mostram que, mesmo em um cenário em que Lula está precificado como candidato à reeleição — possivelmente buscando seu quarto mandato presidencial —, a margem de rejeição pode representar um desafio político significativo. Caso ele seja reeleito em 2026, ele completará mais um mandato aos 85 anos de idade, amplificando debates sobre liderança, vigor político e estratégia eleitoral.

Enquanto isso, aliados e adversários observam de perto os números das sondagens — como outra pesquisa recente que indica que a maioria dos brasileiros acredita que Lula não merece um novo mandato, segundo levantamento do instituto Quaest.

A agenda eleitoral intensifica a atenção sobre a gestão do presidente, que deverá enfrentar não apenas adversários políticos, mas também uma opinião pública mais crítica, em um contexto marcado por questões econômicas, debates sobre políticas públicas e articulações partidárias rumo às eleições de outubro.

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