Adélio Bispo diz que fará chapa presidencial com Bonner e Patrícia Poeta em delírio, diz Revista Fórum
Segundo reportagem, Adélio Bispo, responsável pela facada contra Jair Bolsonaro em 2018, teria declarado intenção improvável de formar chapa com jornalistas em manifestação considerada delirante

O homem identificado como Adélio Bispo de Oliveira, conhecido por ser o autor da facada contra o então candidato Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, fez declarações em que afirma que pretende compor uma chapa presidencial com os jornalistas William Bonner e Patrícia Poeta, em um episódio descrito como delirante em matéria publicada pela Revista Fórum nesta sexta-feira.
Adélio Bispo foi responsável pelo ataque a faca contra Bolsonaro em um comício em Juiz de Fora (MG) em setembro de 2018, um episódio que marcou aquela eleição e resultou em ferimentos graves no então candidato. Ele foi preso pela Polícia Federal após o ataque e passou por avaliações psiquiátricas; a Justiça considerou sua inimputabilidade em razão de transtorno mental persistente.
Segundo a reportagem, as declarações atribuídas a Adélio — como a intenção de lançar uma chapa presidencial ao lado de figuras da imprensa — têm sido interpretadas como parte de um quadro clínico delirante. O artigo aponta para um agravamento no quadro de esquizofrenia paranoide já diagnosticado, que tem sido citado em laudos e atualizado nos autos do processo que acompanha sua detenção e custódia.
Declarações e contexto
A matéria da Revista Fórum descreve que as declarações de Adélio Bispo sobre uma suposta chapa de candidatos — incluindo nomes como Bonner e Patrícia Poeta, figuras conhecidas da televisão brasileira por atuarem em telejornais — não se baseiam em fatos políticos ou reais intenções de campanha, sendo apresentadas em um contexto interpretado como delirante por observadores que acompanham o caso.
Especialistas em saúde mental ouvidos em outras matérias sobre o caso costumam destacar que transtornos psicóticos podem levar a delírios de grandeza ou percepções distorcidas da realidade, circunstância que exige acompanhamento especializado e cautela na interpretação pública dessas declarações. Embora a reportagem não aponte diretamente laudos específicos, o agravamento de quadros já existentes é mencionado como elemento que pode influenciar a percepção do detento sobre sua realidade e intenções futuras.
Repercussão
Até o momento, autoridades judiciais ou representantes legais de Adélio Bispo não emitiram declarações públicas sobre as afirmações relatadas pela Revista Fórum. O caso continua sob custódia e acompanhamento pelo sistema penal e judicial, que inclui monitoramento de seu estado de saúde e capacidade mental.
O episódio reacende discussões sobre a presença de informações atípicas e declarações fora da realidade em processos que envolvem pessoas com diagnóstico de transtorno mental, e levanta questionamentos sobre como essas situações são apresentadas e utilizadas em debates políticos e midiáticos.
