Relator da comissão no Senado prepara requerimentos para incluir negócios de familiares de ministros do STF na investigação do caso Banco Master.

O relator da CPI do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que irá solicitar a **quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de empresas e pessoas ligadas a irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), bem como do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master.

Segundo o senador, os pedidos serão apresentados quando o Congresso retomar o trabalho após o recesso parlamentar. A intenção é ampliar o escopo de investigação dentro da CPI, que já analisa crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e atuação de facções criminosas, e verificar possíveis conexões entre o escândalo financeiro e interesses de familiares de ministros do STF.

A iniciativa, de acordo com Vieira, também busca antecipar a investigação antes da possível criação de uma CPI específica para o Banco Master, que já teria número mínimo de assinaturas necessárias para instalação, embora sua efetivação ainda dependa de decisão da presidência do Congresso.

Apurações e conexões familiares

Os irmãos de Toffoli — engenheiro José Eugênio e o padre José Carlos — estiveram envolvidos em negócios imobiliários, como resorts de luxo no Paraná, por meio de fundos de investimento que teriam relações com partes do caso Banco Master. Parte dessa estrutura societária está no centro das controvérsias em torno do processo que tramita sob sigilo no STF.

Além disso, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes foi contratado pelo Banco Master em um contrato que pode chegar a R$ 129 milhões, segundo reportagens jornalísticas, o que tem alimentado questionamentos de potenciais conflitos de interesse em meio às apurações.

CPI e caso Banco Master

Criada em novembro de 2025, a CPI do Crime Organizado investiga diversos crimes complexos, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção. Para o relator, há elementos suficientes que conectam aspectos do caso Banco Master com o escopo de investigação da comissão, justificando a ampliação dos trabalhos.

A eventual quebra dos sigilos de empresas e pessoas pode revelar detalhes sobre relações financeiras, movimentos societários e transações que, na avaliação de parlamentares, merecem ser esclarecidos no contexto das apurações do Senado.

A proposta de incluir o caso na CPI ocorre em um momento em que o escândalo do Banco Master tem gerado grande repercussão política e jurídica, com impacto também nas discussões sobre a atuação do STF e possíveis desdobramentos eleitorais em 2026.

Compartilhe:

1 comentário em “CPI do Crime Organizado quer quebrar sigilos ligados a irmãos de Toffoli e escritório de esposa de Moraes

  1. Hmm it appears like your blog ate my first comment (it was extremely
    long) so I guess I’ll just sum it up what I submitted
    and say, I’m thoroughly enjoying your blog. I as
    well am an aspiring blog blogger but I’m still new to the whole
    thing. Do you have any suggestions for rookie blog writers?
    I’d genuinely appreciate it.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.