Diretores de unidades da rede pública relatam falta de recursos para reparos básicos e mobiliário, após corte de repasse do governo de Tarcísio de Freitas; situação preocupa no início do ano letivo

Escolas estaduais de São Paulo estão desde **junho de 2025 sem receber verbas destinadas à manutenção de prédios escolares, o que tem deixado unidades da rede pública sem condições de realizar reparos básicos em infraestrutura às vésperas do início do ano letivo. Diretores ouvidos afirmam que não houve repasse regular dos recursos previstos pelo programa de financiamento direto às escolas.

De acordo com relatos de gestores escolares, a falta de recursos para consertar telhados, janelas, ventiladores, limpeza de caixas-d’água, dedetização e desratização tem colocado em risco atividades essenciais e a qualidade da experiência dos alunos. Em diversos casos, também há falta de cadeiras e carteiras adequadas para todos os estudantes, forçando unidades a pedir doações de mobiliário a outras escolas.

Problemas acumulados e impacto nas escolas

Diretores contam que, após não receberem a última parcela prevista do programa de manutenção — tradicionalmente dividido em três repasses — desde junho, os problemas de infraestrutura se acumularam ao longo do segundo semestre de 2025. Alguns gestores relatam que reparos que normalmente seriam feitos durante as férias escolares ficaram suspensos, agravando questões como infiltrações, janelas quebradas e equipamentos quebrados nas salas de aula.

Além das obras, escolas enfrentam escassez de mobiliário escolar, que segundo diretores não é reposto há anos. Há relatos de crianças do ensino fundamental utilizando cadeiras inadequadas por falta de opções específicas para suas idades, e de pedidos de ajuda entre unidades para suprir demandas emergenciais.

Mudanças orçamentárias e resposta oficial

A interrupção dos repasses ocorre um ano após o governo do estado, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aprovar uma PEC que reduziu de 30% para 25% o percentual mínimo da receita de impostos a ser aplicado em educação, medida que liberou parte dos recursos para outras áreas, como a saúde.

Em nota oficial, a Secretaria Estadual da Educação, comandada por Renato Feder, afirmou que os recursos de manutenção foram liberados recentemente para as escolas, dando um prazo limitado para que os reparos sejam realizados antes da volta às aulas. A pasta também destaca que o orçamento para o programa de manutenção em 2026 é maior do que no ano anterior e que os repasses ao longo do exercício foram feitos conforme as normas vigentes.

Situação no início do ano letivo

A falta de verba por mais de seis meses deixou unidades escolares em situação precária em plena preparação para o retorno das aulas, elevando preocupação entre gestores, professores e comunidades escolares. A manutenção de prédios, higiene, ventilação e infraestrutura básica é considerada essencial não apenas para a continuidade do ano letivo, mas também para a segurança e bem-estar dos estudantes e profissionais da educação.

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