Consumo das famílias nos supermercados avança em 2025 com alta da renda
Redução de preços de itens básicos e mercado de trabalho aquecido impulsionam alta real de 3,68% no consumo em supermercados, aponta Abras; perspectiva segue positiva para 2026

O consumo das famílias brasileiras nos supermercados registrou um avanço de 3,68% em 2025, impulsionado principalmente pela alta da renda real habitual, pela melhora das condições no mercado de trabalho e pela redução nos preços de itens essenciais do dia a dia. Os dados foram divulgados nesta semana pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Segundo o levantamento da Abras, a combinação de preços mais baixos de produtos básicos e o ambiente econômico mais favorável permitiu que as famílias ampliassem o consumo ao longo do ano. Entre os destaques estão quedas significativas nos preços de alimentos como arroz (-26,55%), leite longa vida (-12,87%) e batata (-13,65%), aliviando o orçamento doméstico.
Embora alguns itens, como café torrado e moído, tenham apresentado forte alta — acima de 35% — os aumentos moderados em grupos como carnes e proteínas também ajudaram a manter o crescimento do consumo em um patamar resiliente.
Fatores que impulsionaram o consumo
Especialistas apontam que a melhora no mercado de trabalho, com queda da taxa de desemprego e aumento da renda real, foi um dos principais pilares da expansão no consumo. Além disso, programas de transferência de renda como o Bolsa Família e o Auxílio Gás, junto com os efeitos do 13º salário e outras injeções de recursos na economia, fortaleceram o poder de compra das famílias ao longo do ano.
Apesar de o IPCA de alimentos ter registrado variação positiva em dezembro, sua inflação acumulada no ano ficou abaixo do índice geral, contribuindo para a manutenção da demanda dos consumidores.
No recorte regional, o Norte do país liderou as altas nos preços monitorados pelo Índice Abrasmercado em dezembro, seguido pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, com destaque para a estabilidade observada no Centro-Oeste.
Perspectivas para 2026
Para 2026, a expectativa da Abras é de um consumo das famílias ainda crescendo, embora em ritmo moderado, com projeção de alta de cerca de 3,2%, sustentado por novos estímulos à renda e medidas fiscais que favorecem a circulação de recursos.
O ambiente econômico mais estável, aliado ao controle de pressões inflacionárias em categorias essenciais e à continuidade de políticas de transferência de renda, pode criar um cenário favorável para a economia doméstica nos próximos meses.
