Em declaração nas redes sociais, o presidente Donald Trump afirmou que Caracas “entregará” entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo sancionado ao governo norte-americano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que a Venezuela irá entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “sancionado” aos Estados Unidos, destacando que a venda seria feita a preço de mercado e que os recursos arrecadados seriam controlados pela administração norte-americana.

Declaração de Trump e plano de uso dos recursos

Em postagem nas redes sociais, Trump disse que o óleo seria transportado por navios-tanque até terminais norte-americanos e vendido no mercado, com os recursos sob controle direto de sua administração “para garantir que sejam usados em benefício do povo venezuelano e americano”. Ele também instruiu o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a implementar o plano imediatamente.

Contexto geopolítico e disputa pela soberania

A declaração ocorre em um momento de enorme tensão diplomática em torno da intervenção norte-americana na Venezuela, que envolve ações militares recentes, sanções econômicas e condenações de governos internacionais sobre a soberania do país sul-americano. Autoridades venezuelanas e representantes internacionais têm criticado duramente as ações dos EUA, classificando-as como violações do direito internacional e de soberania.

Repercussões no mercado de energia

Analistas observam que a movimentação pode ter impacto nos mercados globais de energia. Após as declarações de Trump, os preços do petróleo caíram, refletindo expectativas de aumento da oferta no mercado mundial com a entrada dos barris venezuelanos. A operação também envolveria a realocação de cargas originalmente destinadas a países como a China para os Estados Unidos.

Reações e críticas internacionais

Críticos apontam que o anúncio pode representar uma forma de controle externo sobre os recursos naturais de um país soberano, levantando questões sobre legalidade e legitimidade políticas. Governos aliados da Venezuela, incluindo China e Rússia, têm denunciado as ações norte-americanas como violações do direito internacional e tentativas de apropriação de riqueza alheia.

Especialistas em relações internacionais destacam que a energia é um elemento central na disputa geopolítica contemporânea, e que o movimento dos EUA busca não apenas aliviar pressões internas sobre a oferta de petróleo, mas também reconfigurar alianças e influências estratégicas na América Latina e no mercado energético global.

Impacto político interno nos EUA

Internamente, a promessa de acesso a petróleo venezuelano foi usada por Trump para reforçar sua narrativa de fortalecimento da segurança energética americana e de combate a rivais geopolíticos. No entanto, há dúvidas sobre os desafios logísticos e legais de coletar e vender volumes tão expressivos de petróleo, especialmente em meio a um contexto de sanções e resistência internacional.

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