Ex-primeira-dama pressiona"" PGR e autoridades sobre atendimento médico de Jair Bolsonaro após queda em cela da PF, enquanto o STF autoriza sua transferência temporária para hospital para exames

O ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, sofreu uma queda dentro da cela na madrugada de terça-feira (6), batendo a cabeça em um móvel, segundo relato divulgado nas redes sociais por familiares. Após avaliação inicial da PF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização de exames médicos em ambiente hospitalar para avaliação detalhada das possíveis consequências da queda.

Queda na cela e atendimento

De acordo com publicações feitas por pessoas próximas ao ex-presidente, o incidente teria ocorrido enquanto Bolsonaro dormia, e ele teria batido a cabeça ao cair. Foi relatado nas redes sociais que o atendimento médico só teria ocorrido após a chegada de profissionais para a visita familiar pela manhã.

A Polícia Federal confirmou que, após a queda, um médico avaliou o quadro clínico do ex-presidente, descrevendo ferimentos leves e recomendando observação clínica, sem indicação imediata de hospitalização. A decisão sobre exames complementares dependia de autorização judicial.

Autorização do STF para exames

Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro indicasse quais exames considerava necessários para melhor avaliação de seu estado de saúde, sem autorizar de imediato transferência para hospital.

Posteriormente, o STF autorizou a saída temporária do ex-presidente sob custódia para realização de exames como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma no hospital DF Star, em Brasília. Essa autorização ocorre dentro do processo judicial que acompanha seu cumprimento de pena.

Reações e pedidos de esclarecimentos

Após a divulgação do incidente, familiares de Bolsonaro exigiram esclarecimentos sobre o atendimento inicial e os procedimentos adotados pela PF, questionando a rapidez e a eficácia do socorro prestado. Apesar de críticas públicas, não há autoridade formal que Michelle Bolsonaro possa “exigir” diretamente ações de órgãos como a PF ou a Procuradoria-Geral da República; o que ocorre é expressão de preocupação e solicitações por meio de canais civis e jornalísticos.

Contexto e repercussão

Especialistas em direito e saúde prisional comentam que situações como quedas dentro de celas podem levantar questões sobre condições de custódia, atendimento médico adequado e transparência dos órgãos responsáveis. A autorização do STF para exames tem como objetivo garantir uma avaliação mais completa, especialmente considerando a idade e condições de saúde prévias de Bolsonaro.

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