Operação Sem Desconto investiga esquema de descontos indevidos em benefícios; governo Lula exonera envolvidos enquanto PF mira desvios bilionários que afetaram aposentados e pensionistas

O secretário-executivo da Previdência, tido como figura de destaque no Ministério da Previdência, foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, no bojo da Operação Sem Desconto, deflagrada pela corporação em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) para investigar um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A operação mira um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões que teria causado prejuízo estimado em bilhões de reais a beneficiários do sistema previdenciário, com indícios de que pagamentos foram feitos a entidades através de descontos não autorizados nos benefícios dos segurados.

Prisão e desdobramentos da operação

A PF cumpriu mandados de prisão durante a ação, que ainda inclui mandados de busca e apreensão em vários estados do país. A investigação trata de crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, entre outros delitos relativos à suposta prática de inserção de dados falsos em sistemas oficiais e descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Como parte da resposta administrativa do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a exoneração de servidores federais envolvidos no esquema, em especial aqueles com ligação direta à gestão do INSS, após a Polícia Federal identificar irregularidades no sistema de concessão e manutenção de benefícios.

Repercussão política e consequências para beneficiários

O esquema investigado, que já vinha sendo alvo de apurações por parte da PF e da CGU desde 2025, afetou aposentados e pensionistas com descontos associativos que não teriam sido autorizados individualmente pelos beneficiários, gerando perda de recursos de segurados em um contexto em que muitos dependem desses rendimentos para subsistência.

A repercussão política foi imediata: partidos de oposição e setores da sociedade civil criticaram a administração do INSS e cobraram respostas sobre a proteção dos direitos dos beneficiários, enquanto o governo reafirma seu compromisso com a transparência nas instituições e a responsabilização de servidores públicos.

Investigação segue em curso

A Operação Sem Desconto colocou em evidência a necessidade de reforçar mecanismos de controle interno e fiscalização no sistema previdenciário brasileiro, com a PF e a CGU aprofundando a investigação para identificar a extensão do esquema, os envolvidos e as consequências jurídicas para aqueles apontados como responsáveis pelos desvios.

Com a prisão do secretário-executivo da Previdência, as autoridades reforçam que as investigações continuam para determinar responsabilidades e buscar reparação aos segurados prejudicados, além de avaliar a atuação de entidades que podem ter facilitado a prática irregular de descontos em benefícios.

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2 comentários sobre “Fraude no INSS: secretário-executivo da Previdência é preso em operação da PF

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