Moro acusa Lulinha sem provas na CPMI do INSS — governistas derrubam pedido de convocação
Parlamentar faz imputação grave contra o filho de Lula; desgoverno tenta transformar CPI em palanque político

Na sessão desta quinta-feira (4), a CPMI do INSS voltou a protagonizar mais um capítulo de tensão e disputa política quando o senador Sérgio Moro lançou uma acusação grave e sem provas contra Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como “Lulinha” — afirmando que ele estaria “no centro das organizações criminosas” investigadas pelo colegiado, responsável por apurar o escândalo de descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Moro defendeu que Lulinha fosse convocado para depor, alegando haver indícios de conexões financeiras entre operadores suspeitos do esquema e pessoas próximas ao filho do presidente. Mesmo assim, o requerimento foi rejeitado por 19 votos a 12 — resultado que reflete o posicionamento da maioria governista na comissão, que entendeu não haver elementos concretos para justificar a convocação.
O líder do governo na CPMI, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), foi enfático ao rebater a acusação: desafiou a oposição a apresentar “uma prova, um documento, qualquer coisa” que sustentasse as afirmações sobre Lulinha. Segundo ele, a única suposta evidência seria o depoimento de “um camarada que responde por roubo de carros” — um réu sob suspeita — o que, para Pimenta, desqualifica completamente a alegação.
Além disso, membros da base aliada alertaram para o risco de a CPMI se transformar em palco de “caça a fantasmas políticos”, desvirtuando o foco da investigação. A convocação de Lulinha, argumentaram, seria um desvio de função da comissão, que tem como missão central apurar os elos concretos do esquema com empresas, associações e agentes diretos de fraude — não especulações instáveis.
Um contexto grave: a farra de descontos no INSS
A acusação contra Lulinha ocorre no contexto da investigação de um dos maiores escândalos recentes da Previdência: o que a mídia e autoridades já chamam de Operação Sem Desconto — apuração de um esquema de fraudes em descontos associativos e consignados, aplicado indevidamente a aposentados e pensionistas por entidades e empresas privadas.
Estimativas apontam que o prejuízo com os descontos irregulares pode ter ultrapassado bilhões de reais em 2023 e 2024, e atingido VÁRIAS milhares de pessoas que dependem da aposentadoria para sobreviver.
A CPMI foi criada justamente para investigar essas denúncias, buscar ressarcimento às vítimas e identificar redes de corrupção que envolveriam lobistas, entidades, contadores e intermediários — não apenas apagar o incêndio político, mas garantir justiça social e reestruturação institucional.
O risco de transformar investigação em palanque político
Ao insistir na convocação de Lulinha, a oposição tentou ampliar o escopo das investigações para figuras próximas ao núcleo do governo, usando alegações ainda frágeis. Essa estratégia revela o perigo de a CPMI ser utilizada para espetáculo midiático e desgaste político — divisão que enfraquece a urgência da reparação dos milhares de prejudicados pela fraude.
A recusa da convocação — embora legítima dentro das regras da comissão — também levanta dúvidas: será que a decisão foi tomada em nome da falta de provas ou em nome da preservação da base de apoio política do governo? A resposta dessa tensão definirá em parte a credibilidade do colegiado.
Para quem defende justiça social, transparência e soberania popular, o mais urgente não é perseguir nomes com base em rumores. O essencial é que a CPMI concentre esforços em rastrear o dinheiro, garantir reparação aos lesados e desmontar a rede de poder que permitiu essa pilhagem previdenciária.

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Dinheiro não nasce em árvore. Ninguém da Dinheiro de graça. Ninguém come Dinheiro. Todo dinheiro sai de um bolso e entra noutro. Portanto se quiser rastrear é muito fácil com a tecnologia de hoje. Basta ter vontade e política e aplicar as leis.