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A crise entre integrantes da família Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo após declarações de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro intensificarem o confronto público com o ministro Alexandre de Moraes.

Depois de ser impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante 90 dias por decisão de Moraes, em razão da divulgação de uma carta atribuída ao pai nas redes sociais, Flávio Bolsonaro voltou a atacar o magistrado e afirmou que “Bolsonaro é quem vai colocar Moraes no banco dos réus”. A declaração representa uma escalada no discurso adotado pelo senador contra o ministro do STF.

Paralelamente, Eduardo Bolsonaro afirmou que, caso Flávio seja derrotado nas eleições presidenciais de 2026, “não haverá eleições em 2030”. A fala foi interpretada como uma ameaça ao processo democrático e amplia o tom de confronto adotado pelo parlamentar, que voltou a criticar decisões do Judiciário brasileiro e defendeu pressão internacional sobre o país.

As declarações ocorrem em meio ao agravamento das restrições impostas pela Justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão que proibiu Flávio de visitar o pai foi fundamentada no entendimento de que a divulgação da carta violou as condições estabelecidas pelo STF para a comunicação do ex-presidente durante o cumprimento das medidas cautelares.

O episódio amplia a tensão institucional entre integrantes da família Bolsonaro e o Supremo, em um momento de forte polarização política e de preparação para o processo eleitoral.

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